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Março de 2010
São Paulo, Brasil
São Paulo, Brasil, março de 2010 – Maiores índices de confiança, menores taxas de desemprego, maior poder de compra, perspectivas otimistas em relação ao PIB. Estes e outros indicadores positivos em relação à economia brasileira são responsáveis pela recuperação do varejo em 2009 e devem representar, em 2010, um crescimento de 4% a 6% em volume e entre 6% e 8% em faturamento real das 159 categorias de produto que compõem a chamada Cesta Nielsen. A estimativa é do estudo Mudanças no Mercado Brasileiro 2010, realizado pela Nielsen Brasil (www.br.nielsen.com), líder global em pesquisa, informação e análise de mercado, e referência como consultora do varejo
e do consumidor.
De acordo com Eduardo Ragasol, presidente da Nielsen Brasil, o levantamento mostrou que além de itens básicos, o brasileiro está de olho em itens que tem apelo de sofisticação, praticidade, bem-estar e saudabilidade. “Este é um alerta para corporações que atuam em categorias básicas, ou commoditizadas: invistam em ações estratégicas no ponto de vendas e também no desenvolvimento de marcas e produtos que despertem sensações como autoindulgência, requinte, entre outros”, revela.
Para Ragasol, o ambiente de sofisticação do consumidor pede mais opções, novos nichos de consumo e disposição de mais itens. “Pode-se esperar a intensificação do número de lançamentos que, se não forem bem gerenciados, podem gerar uma certa dificuldade de listagem de produtos e gestão do sortimento.”
Em 2009, a Cesta Nielsen cresceu 2,2% em relação a 2008, com 42% das categorias variando positivamente e 35% permanecendo estáveis. Ragasol revela que os destaques foram as embalagens econômicas, com foco nos consumidores de nível sócio-econômico médio e os produtos com apelo à praticidade, como molho de tomate, massa instantânea e pão industrializado. “A busca por pacotes big size pode ser um indício de que os consumidores estão dispostos a ter um desembolso maior a cada compra para obter uma vantagem no preço final unitário do produto.”

O ano passado também consagrou os supermercados grandes e pequenos (mais próximos do formato de loja de vizinhança), que cresceram, respectivamente, 9,3% e 7% na comparação com os 12 meses anteriores. O formato de Farmácias também apresentou crescimento de 4,1% e está entre os canais de destaque. “O shopper (pessoa responsável pela compra) quer objetividade e rapidez para concluir a ida ao estabelecimento”, avalia Ragasol.
Ela está com tudo – De acordo com a pesquisa, a classe média representou 60% do crescimento do varejo, apesar de os consumidores de nível sócio-econômico alto apresentarem maior variação do tíquete médio (valor gasto por compra feita). “Ainda assim, frequência e gasto total acabam sendo mais relevantes para marcar o desempenho do varejo”, detalha o presidente da Nielsen.

* Dados do painel de consumidores da Nielsen | Homescan™, que apurou o consumo de 56 categorias de produtos em 8,7 mil domicílios brasileiros, representando 36,9 milhões de lares.
Ragasol explica que a análise também apurou a relação entre a contribuição dos níveis socioeconômicos para as cestas. “Em 56% das categorias, o NSE médio contribuiu acima do esperado”, explica.
Tamanho nem sempre é documento – Quando se fala em possibilidade de crescimento de uma empresa, o levantamento mostra que características como alcance global e liderança de mercado nem sempre são essenciais. “Atualmente, o crescimento de uma organização está ligado à escolha de um setor de atuação em que ela possa ter uma operação eficiente, diferenciar produtos, promover ofertas e ter apelo tanto para a classe alta quanto para a classe média”, esclarece o presidente da Nielsen.
Crescimento com sotaque – Juntos, Nordeste e Sudeste foram responsáveis por mais de 80% do crescimento do consumo no País. “Iniciada no começo deste novo século, essa virada dada pelo mercado nordestino é irreversível. Beneficiada pela expansão do emprego, incremento da renda familiar, programas sociais, entre outros aspectos, a região deve manter um dos maiores índices de crescimento de consumo também em 2010”, conclui Ragasol.

Sobre The Nielsen Company (www.br.nielsen.com)
The Nielsen Company é uma empresa global de informações e mídia com posições de liderança na indústria de informações de mercado e consumidor, televisão, inteligência on-line, mensuração de telefonia celular, feiras e eventos e publicações comerciais (Billboard, The Hollywood Repórter e Adweek). De controle privado, com sede em Nova York (EUA), está presente em mais de 100 países. Para mais informações, acesse www.br.nielsen.com ou www.nielsen.com.
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