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Maio de 2007
São Paulo, Brasil
A economia brasileira teve desempenho tímido em 2006 se comparado a outros países da AL. Nosso PIB cresceu 2,9%. Bem abaixo de Argentina (8,3%), Colômbia (6,4%) e México (4,8%). Apesar disso, confirmou-se a tendência de crescimento dos produtos de consumo de massa que, apresentaram variação média de 5,1% em volume e 3,2% em valor, se comparado a 2005. Nos países vizinhos, esses índices foram de 10,4% e 10,6%, respectivamente, para o mercado argentino de consumo de massa; 6,1% e 4,1% para Colômbia; e 5% e 7,9% para o Chile.
Segundo estudo da Nielsen, 54% das categorias analisadas no Brasil (de um total de 157) apresentaram crescimento. Ficaram estáveis 34% e 11% tiveram queda. Entre as categorias em ascensão, 35% cresceram acima de 11%, 46% entre 5% e 10% e 19% de 3% a 5%.
Marcas líderes – O estudo da Nielsen revela ainda que as marcas líderes avançaram um pouco mais, passando de 26,2% de participação de mercado em 2005 para 26,5% em 2006. O resultado mostra também que 88% das marcas líderes de 2004 continuaram sendo as mesmas.
Em termos de marcas líderes, vale ressaltar a ascensão dos itens de alto preço, que representavam 36% em 2004 e chegaram a 40% no ano passado. Os itens de preço baixo que vinham em queda de representatividade (16% em 2004 e 10% em 2005) recuperaram participação em 2006 (13%). As marcas líderes de preço médio caíram de 51% em 2005 para 47%.
São consideradas marcas de preço baixo aquelas com preço menor que 90. Têm preço médico aquelas com índice entre 90 e 110. As de alto preço apresentam índice superior a 110.
Consumo – Cresce também o nível de exigência do consumidor. A relação custo-benefício, de acordo com a Nielsen, é um atributo bastante valorizado pela maioria deles. O estudo mostra que 69% escolhem suas marcas habituais buscando uma boa relação entre qualidade e preço. Sete por cento dos consumidores buscam apenas por produtos com qualidade superior ou marcas de prestígio.
Em termos de canal de distribuição, o pequeno varejo se confirma como um ponto de venda potencial. Sua representatividade é de 40%, superando os supermercados que participam com 39% das vendas dos produtos de consumo de massa (Pequeno_13%, Médio/ Grande_21%, Hiper_5%).
O pequeno varejo registrou crescimento em valor de 8,3% e em volume de 5,8%. Os supermercados de pequeno porte cresceram 12,5% e 11,8%, respectivamente. Os hipermercados apresentaram queda de 4,5% e 5,4%. O canal farma cresceu 9,8% e 6,8%. Destaque para o incremento dos Bares em 11,3% e 5,3%.
As regiões geográficas que mais se destacaram no setor de produtos de consumo de massa, com variações superiores à média nacional (5,1%) foram: Centro-Oeste, Nordeste e Sul. O Centro-Oeste obteve o maior crescimento em volume, 8,4%, e em valor, 6,7%. A região Nordeste, a que mais tinha crescido em 2005 (12,2%), registrou 5,6% e 4,2%, respectivamente. O Sul teve incremento de 8,2% e 6% (veja mais na matéria sobre consumo regional).
Perspectivas para 2007 – Dados da Nielsen referente aos dois meses de 2007 continuam apontando para o crescimento. Neste período, as cadeias de supermercados cresceram quase 2%, comparando-se com o mesmo período de 2005. De acordo com a Nielsen, a economia deverá apresentar crescimento de até 4%, enquanto os produtos de consumo de massa poderão registrar variação sobre as vendas de 5% a 6%.
The Nielsen Company
The Nielsen Company é uma empresa global de informações e mídia, líder no mercado, com marcas reconhecidas em informações de mercado (ACNielsen), informações de mídia (Nielsen Media Research), publicações comerciais (Billboard, The Hollywood Reporter, Adweek) e feiras (Nielsen Business Media). A empresa de controle privado tem mais de 42.000 funcionários e opera em mais de 100 países, com sedes em Haarlem, na Holanda, e Nova York, nos EUA.
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