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Imprensa e Universidades    >    Releases    >    fevereiro de 2008

Nielsen apresenta índice global de confiança do consumidor

  • O Índice de Confiança do Consumidor na América Latina é um dos maiores se comparado com o nível mundial.
  • O nível de confiança dos brasileiros foi o que registrou maior aumento entre os consumidores de todo o mundo, enquanto os argentinos foram os únicos da América Latina que apresentaram queda.

fevereiro de 2008

São Paulo, Brasil

janeiro de 2008 - Apesar do momento de instabilidade econômica que se vive na América Latina, o Índice de Confiança do Consumidor na região é um dos mais elevados do mundo, ao lado da América do Norte.

A América Latina mostra um crescimento de seis pontos, saltando de um patamar de 95 (indicado no estudo realizado pela Nielsen no primeiro semestre de 2007) para 101 pontos no final do segundo semestre do mesmo ano. Enquanto Brasil, Chile e México tiveram crescimento do nível de confiança, a Argentina teve queda de seis pontos. O caso do Brasil é o que merece maior destaque, uma vez que o País demonstra o maior crescimento do nível de confiança apresentado pelos consumidores (saiu de 89 para 103 pontos, um crescimento de 14 pontos).

A pesquisa online que a Nielsen realiza duas vezes por ano, entrevistando 26.486 usuários de internet em 47 países de cinco regiões (Europa, Ásia Pacífico, América do Norte, América Latina e Oriente Médio/África), mede a percepção e a confiança do consumidor no futuro da economia de seu país, além de seu próprio futuro.

De acordo com a pesquisa, o Brasil foi o país da América Latina que se mostrou mais otimista com a economia dos próximos 12 meses. 43% disseram considerar o momento bom para comprar coisas que desejam e precisam.

Em relação ao que fazem com o dinheiro excedente, após cobrir despesas essenciais, os latino-americanos demonstraram utilizá-lo principalmente para pagamento de dívidas, cartões de crédito e empréstimos, entretenimento fora de casa, depósito em contas poupança e compra de roupas novas.

Como Utiliza Dinheiro Excedente Após Cobrir Despesas Essenciais – Média regional

 Especificamente nos gastos com entretenimento fora de casa, os latino-americanos são os que mais gastam com isso, muito acima da média global. Neste aspecto, destaca-se a participação dos brasileiros, que chegam a gastar 52% de seu dinheiro excedente em entretenimento, quase o dobro do que gastam os argentinos na mesma atividade (28%).

O estudo mostra também que os latino-americanos são adeptos do depósito em contas poupança, atrás apenas da Ásia Pacífico. Neste item, os brasileiros são os que menos economizam, investindo somente 29% do dinheiro excedente em poupanças. O maior índice ficou com os argentinos, que depositam 50%, seguidos dos mexicanos, com 45%.  

No âmbito de compra de roupas novas, os brasileiros são os que mais gastam, liderando também nas despesas com novas tecnologias, com índices de 44% e 42%, respectivamente. O Brasil está à frente quando se refere a aspectos ligados à comodidade e diversão, como férias, entretenimento fora de casa, melhorias na casa/decoração, novas tecnologias, compra de roupas etc. No que diz respeito ao gasto destinado especificamente para as viagens/férias, o Brasil também lidera o ranking de gastos, com 36%.

Como Utiliza Dinheiro Excedente Após Cobrir Despesas Essenciais – % de entrevistados gastando em Novas tecnologias

Em relação a investimentos em ações de mercado e fundos, apesar de a cultura de investir em ações de mercado e fundos não ser muito comum entre os latino-americanos, os brasileiros são os maiores investidores, com 15%.

No ramo das maiores preocupações para os próximos seis meses, os latino-americanos demonstram preocupação crescente com a estabilidade de emprego, seguida pela preocupação com a economia. Nesse ponto, os brasileiros, entre os latino-americanos, são os menos preocupados com a economia.

Brasil, Argentina e Chile, juntamente com a África do Sul, integram os quatro países que mais têm preocupação com a criminalidade e, em termos de região, a América Latina é a que apresenta mais preocupação com esse aspecto.

As preocupações com guerra e terrorismo foram muito baixas na América Latina. Os maiores índices de preocupação se concentraram na economia e nos efeitos de uma possível desaceleração econômica, sendo que o desemprego foi a maior preocupação, alcançando a média de 67% entre os latino-americanos. Entre os brasileiros, o número foi ainda maior, com 70%. Depois de desemprego, o que mais preocupa na América Latina é a inflação, seguida de aumento nas taxas de juros e de instabilidade política.

Maior Preocupação em relação aos próximos 6 meses na América Latina

The Nielsen Company

The Nielsen Company é uma empresa global de informações e mídia, líder no mercado, com marcas reconhecidas em informações de mercado (ACNielsen), informações de mídia (Nielsen Media Research), publicações comerciais (Billboard, The Hollywood Reporter, Adweek) e feiras (Nielsen Business Media). A empresa de controle privado tem mais de 42.000 funcionários e opera em mais de 100 países, com sedes em Haarlem, na Holanda, e Nova York, nos EUA.

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