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15 de março de 2006
São Paulo, Brasil
Os consumidores com mais de 50 anos de idade estão longe dos mitos que se construíram sobre essa parcela da sociedade. Estudo exclusivo desenvolvido pela ACNielsen e divulgado no dia 14 de março no Evento Mudanças no Mercado Brasileiro, mostra que esse grupo apresenta crescente potencial de consumo e desmistifica os estereótipos de comportamento à eles associados.
Os consumidores bossa-nova, assim identificados pois viveram suas juventudes na década de 60 e 70, têm chegado à maturidade ativos, por opção ou necessidade, e mantêm-se responsáveis por prover seus lares e pelas decisões de compra.
Dados do ACNielsen | Homescan, Painel de Domicílios da ACNielsen, mostra que em 29% dos domicílios brasileiros, os responsáveis têm mais de 50 anos. No estado de São Paulo e na grande Rio de Janeiro, esse número chega a 38%. Desses lares, 57% possuem nível sócio-econômico alto e médio, 65% possuem um adulto ou filho com mais de 18 anos e 16% possuem filhos entre 12 e 17 anos.
“Esses dados nos mostram claramente que essa parcela da sociedade merece atenção da indústria. A velocidade do crescimento desse público e seu crescente potencial de compra são indicativos da importância que eles estão assumindo em nosso país”, conta Mario Lynch, diretor de Marketing da ACNielsen.
Outro levantamento realizado pela divisão de Consumer Research da ACNielsen mostra que os consumidores bossa-nova valorizam praticidade, são abertos à experimentação e não perdem uma promoção. Ao mesmo tempo que valorizam marcas com forte “equity”, consideram marcas próprias como uma boa alternativa e preço como um pressuposto básico.
Esse consumidor também se sente excluído pelo mercado. “Não há uma oferta significativa de produtos pensados exclusivamente para essa faixa etária”, explica Mário.
Os consumidores bossa-nova também se diferenciam no consumo das categorias de massa. Mário conta: “o consumo dos domicílios em que os responsáveis possuem mais de 50 anos de idade é 7% maior em pelo menos 45% das categorias de produto. Produtos como chá-pronto, água mineral, sopas e café em pó têm uma taxa de penetração muito maior nesses lares”.
O Brasil consumiu mais em 2005
A ACNielsen também divulgou com exclusividade os resultados do mercado de consumo no ano passado. Em 2005, o crescimento econômico do Brasil ficou abaixo das expectativas, porém a desaceleração da indústria e do comércio não se refletiu no mercado de consumo de massa, que apresentou crescimento de 4,8% em volume e 2,4% em valor, em relação a 2004, nas 156 categorias que a ACNielsen audita regularmente.
Apesar do resultado significativo, o Brasil ficou atrás dos outros países da América Latina. O mercado de consumo de massa cresceu 8,8% na Argentina, 6,6% no México e 5,1% na Colômbia.
No Brasil, o destaque foi a cesta de Perecíveis que cresceu 9,4% em volume, seguida por Mercearia Salgada (5,8%) e Limpeza Caseira (5,5%). A única cesta que não seguiu a tendência de crescimento foi de Bebidas Alcoólicas, com retração de 0,3%.
Já os preços não subiram na mesma proporção. Com exceção de Limpeza Caseira e Bebidas Alcoólicas, todas as cestas apresentaram queda real de preços. Esse movimento foi fortemente percebido em Mercearia Salgada, atingida principalmente pela desvalorização do dólar.
Por mais um ano, o pequeno varejo mantém a tendência de crescimento, representando atualmente 40% do faturamento de todos os canais. Já o Nordeste, figura como o destaque dentre as áreas geográficas, com crescimento de 12,2%, influenciado pelas políticas sociais do governo aplicadas na região.
Segundo Mário, outro destaque em 2005 foram as marcas com posicionamento de preço médio que aumentaram sua participação sobre as de alto preço. Dentre as marcas líderes, 85% mantiveram suas posições, porém metades da marcas que ganharam participação nesse grupo, mantiveram ou aumentaram seus índices de preço.
Os resultados positivos obtidos pelo mercado em 2005 devem se repetir para o próximo ano. O levantamento inicial de janeiro mostra crescimento de 5,7% em volume contra o mesmo mês do ano anterior. “O fato do verão ter sido mais quente impulsionou a venda de produtos típicos dessa época”, explica Mário.
Outros fatores como política econômica com maior foco no crescimento, copa do mundo e maiores gastos do governo por conta das eleições indicam um cenário favorável para o consumo em 2006. “Apesar de termos constatados uma queda no otimismo do consumidor, a propensão a gastar em caso de renda extra aumentou”, conta Mário.
Segundo ele, os dados obtidos até agora indicam a continuidade do ciclo de crescimento do mercado de consumo de massa. “Esperamos um crescimento em torno de 6% para o próximo ano”, conclui Mário.
O Evento Mudanças no Mercado Brasileiro é realizado anualmente pela ACNielsen para seus clientes fabricantes e varejistas.
Acerca de ACNielsen
ACNielsen, uma empresa do Grupo VNU, é a empresa líder mundialmente em informações mercadológicas. Atuando em mais de 100 mercados, a ACNielsen fornece análises de mercado e sua dinâmica, e atitudes e comportamento do consumidor. Nossos clientes apóiam-se em nossas pesquisas de mercado, nossas ferramentas de análise e serviços profissionais para entenderem o desempenho competitivo, descobrir novas oportunidades e aumentar a rentabilidade de suas campanhas de marketing e de vendas. Para mais informações sobre a ACNielsen no Brasil, visite o site www.acnielsen.com.br e para saber mais sobre a ACNielsen no mundo, visite o site www.acnielsen.com
A Vantagem VNU
A VNU é uma companhia global de informação e mídia com posicionamento líder no mercado e marcas reconhecidas em informações de marketing (ACNielsen), medição e informações de mídia (Nielsen Media Research) e informações comerciais (Billboard, The Hollywood Reporter, Computing, Internedias). A VNU está presente em mais de 100 países, com sede em Haarlem, Holanda, e Nova York, Estados Unidos. A companhia conta com 38 mil associados. Em 2004, seus rendimentos totais superaram €3.3 bilhões. A VNU opera na Bolsa de Comércio Euronext Amsterdã (ASE:VNU). Para maiores informações, visite www.vnu.com
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