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Agosto de 2010
São Paulo, Brasil
São Paulo, Brasil, agosto de 2010 – O valor médio da cesta Nielsen (www.br.nielsen.com) cresceu 6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis primeiros meses de 2009. De acordo com o levantamento Tendências do Bimestre - que investiga as variações de volume, valor e preço de 139 categorias de produto, em todas as regiões do País (divididas pela empresa em sete áreas geográficas) – as altas mais expressivas foram observadas em Bebidas Não-Alcoólicas (9,9%), Bebidas Alcoólicas (9,6%) e Perecíveis (8,1%). Apenas na categoria Outros, composta por itens como Cigarros, Alimentos para cães e gatos, Filtros de papel etc., houve retração (-1,9%).

Em termos regionais, os destaques ficam por conta da área II (que abrange Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro), com alta de 9,1%, e Nordeste (área I), cujo crescimento foi 8%. A análise também detectou que a variação das cestas foi 6,2% positiva nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (área III) e de São Paulo (área IV). Não houve retração em nenhuma parte do País.
Arlete Correa, gerente de análises especiais da Nielsen, explica que os resultados verificados no estudo Tendências do Bimestre reafirmam o momento favorável da economia brasileira. “O período de análise foi marcado por importantes avanços nos indicadores econômico, tais como alta de 4,9% no nível de emprego industrial em relação ao primeiro semestre de 2009 - a mais intensa em nove anos, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -, a expansão de crédito e as projeções favoráveis sobre o PIB (Produto Interno Bruto).”
A executiva conta que em 2009 a análise detectou 42,4% das categorias em crescimento. “Hoje já são 58,3%, que representam 63,5% do faturamento total das Cestas Nielsen.”

Variedade – O ranking das 10 categorias que mais cresceram em volume é bastante amplo e traz desde itens que compõem a cesta básica tradicional, como o Arroz (7,6%), até produtos para limpeza da casa, como Sabão e detergente para roupa (7,9%), e higiene pessoal, como Desodorante (12,1%). Destaques também para categorias ligadas à praticidade, como Suco de frutas pronto para consumo (13,7%), Pão industrializado (9,6%) e Água mineral (11%), e ao consumo indulgente, como Salgadinho para aperitivo (7,2%), Refrigerante (9,9%) e Cerveja (13,2%).
O vaivém das cestas
Bebidas Não-Alcoólicas - Tem o maior crescimento entre as cestas, com destaque para Bebida à base de soja, com redução da média de preços e aumento em valor e volume de vendas. Na categoria Refrigerante verifica-se aumento da penetração e da frequência de compra (10,8%), de acordo com o painel de consumidores da Nielsen, que apura o consumo de mais de 50 categorias de produtos em 8,7 mil domicílios brasileiros, representando 36,9 milhões de lares
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Legenda
Os YTD (Year to Date) do gráfico representam os primeiros semestres de 2009 e 2010, respectivamente. Eles refletem dados acumulados do mercado de consumo no Brasil (internamente chamados de YTD Nielsen), contemplando as sete áreas Nielsen
Bebidas Alcoólicas - Apesar da retração de quase todas as categorias que compõem esta cesta, Cerveja e Vinho (7,1%) mantêm o bom desempenho. Refrigerante alcoólico (4,4%) e Vodca (1,7%) foram outros itens que variaram positivamente em termos de volume e valor.
Limpeza caseira - Apresentou o maior crescimento em 3 anos, com ênfase para a redução da média de preços no primeiro semestre de 2010. “Em Sabão em pó, Amaciante, Água sanitária e Concentrado de limpeza há destaques principalmente nos níveis sócio-econômicos médio e baixo (classificação de acordo com o critério Brasil, da Abep), nas áreas VI (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e II”, comenta a gerente da Nielsen.
Legenda:
CK = checkouts
NSE = Nível Sócio-Econômico (determinado pelo Critério Brasil, da Abep – Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (WWW.abep.org.br)
Mercearia Doce – Leite asséptico, cuja alta foi impulsionada pela região Sul do Brasil, e Açúcar, que está em processo de aquecimento desde dezembro do ano passado, principalmente a partir das quebras de safras na Índia, Austrália e China (Fonte: Corecon – Conselho Regional de Economia), foram os itens que mais se sobressaíram nesta cesta.
Mercearia Salgada - Recuperação impulsionada por Arroz, Molhos, Maionese, com quase 500 mil novos lares passando a consumir este produto (sendo que 334 mil são do NSE médio), Temperos industrializados, com aumento de participação de marcas menores, e Farinha de trigo, com redução da média de preços.
Perecíveis – O Requeijão é uma das categorias com mais destaque na cesta, com mais de 2 milhões de lares comprando no semestre, sendo 1.3 mi no nível-sócio-econômico médio. “Vale ressaltar também as categorias Petit suisse, que tiveram aumento da penetração e da taxa de compra, e carnes congeladas, que apresentaram redução da média de preços”, conta Arlete.
Outros - Destaques para pet care, pilha seca e filtro de papel. Cigarro apresenta menor retração.

Sobre The Nielsen Company (www.br.nielsen.com)
The Nielsen Company é uma empresa global de informações e mídia com posições de liderança na indústria de informações de mercado e consumidor, televisão, inteligência on-line, mensuração de telefonia celular, feiras e eventos e publicações comerciais (Billboard, The Hollywood Repórter e Adweek). De controle privado, com sede em Nova York (EUA), está presente em mais de 100 países. Para mais informações, acesse www.br.nielsen.com ou www.nielsen.com.
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